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Monthly Archives: agosto 2009

Do MST a FARC parece não mais haver muitas diferenças, a única que persiste para o bem da população brasileira é que o pessoal do MST é covarde ou tem medo de armas de fogo.  O MST invade propriedades privadas e destrói tudo, o governo apenas olha. O MST está crescendo e tem braços até no governo, aliás, o MST já faz parte do governo. O MST (inteligentemente) quer impor regras para a agricultura brasileira e, pasmem, o Ministro da Agricultura está pensando em falar com o Presidente para avaliar a situação.  Assim como as facções criminosas nasceram e o poder público anda lado a lado e nunca à frente, o MST esta mostrando que é a bola da vez.

Discordo veementemente da opinião do Ilmº Sr. Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, com respeito a aprovação do Estatuto da Igreja Católica no Brasil aprovado pela Câmara no dia 26 de Agosto, quando refere-se ao desrespeito ao caráter laico do Estado brasileiro.  Em primeiro lugar o Estado brasileiro nunca foi laico, só o é nas páginas da Constituição. Em segundo, se o Ilmº Sr. questionar juridicamente através de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, decerto perderá, pois a Adin será julgada no STF e este Órgão ostenta em sua parede o símbolo máximo do catolicismo, assim como a Câmara Federal que aprovou o Estatuto. Se o Brasil fosse um estado laico não gastaria o dinheiro do contribuinte ateu, macumbeiro ou evangélico restaurando Igrejas Católicas.

Manoel Carlos quer polemizar com a nova novela das oito na Rede Globo “Viver a Vida”. Uma atriz-mirim de apenas 8 anos vai interpretar a principal vilã da trama. Espero que o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal do Rio de Janeiro esteja mesmo atento, para que não cheguemos a ver crianças usando roupas sumárias aos beijos e abraços e em cenas quentes em cima de uma cama ou de arma em punho, o que no caso da Rede Globo seria absolutamente normal.

O momento político brasileiro requer reflexão.  É preciso um basta, mas para não parecer um golpe, o basta tem que vir em doses homeopáticas.  É preciso que o representante do povo tenha o passado limpo.  Não adianta instigar a população a não votar neles, O Collor está de volta como o melhor (ou seria pior) exemplo.  Aos legisladores honrados faz-me mister um pedido, como dizem eles em caráter de urgência urgentíssima, elaborar uma lei que não permita em hipótese alguma a candidatura de pessoas que respondam a processos ou ao menos estejam sendo investigadas por delitos de qualquer tipo, principalmente os ocorridos quando estavam ocupando cargos públicos.  Quem sabe assim consigamos limpar o fosso.

As bárbaras imagens de uma mulher sendo agredida por seu ex-marido em uma Rua do Bairro do Bom Retiro em São Paulo deixaram à mostra não só a covardia do agressor, mas também de pelo menos um grupo de 20 a 25 covardes que apenas assistiram a cena como se estivessem em uma rinha de galos, torcendo pela queda da mulher.  Espero que hoje, vendo pela TV as imagens, cada um tenha vergonha de si mesmo.  Se a briga fosse entre dois bêbados por um copo de cachaça no bar do pai do agressor, de onde saíram estes espectadores, todos ali iriam se digladiar.

Senado Federal, 1963. O senador Arnon de Mello, pai do Senador e ex-presidente Fernando Collor, matou com três tiros à queima-roupa o senador José Kairala, no próprio plenário.  Para evitar que este texto fosse literalmente atualizado 46 anos depois o Senador Pedro Simon, simplesmente calou-se.

Nós brasileiros criamos nossos monstros e cuidamos de perpetuá-los.  Talvez o Lago Paranoá em Brasília seja como o Lago Ness na Escócia que dizem esconder um monstro.  É preciso drenar o lago e limpá-lo, tirar de lá nossos monstros e enterrá-los para sempre.  O Sarney não sai porque o Lula quer enfiar a Dilma no poder, e sem Sarney na Presidência do Senado o esquema pode dar errado.  O Sarney usa o Desembargador Dácio Vieira para calar a imprensa e fica por isso mesmo.  É certo que monstro mede medo, mas é preciso saber que não podemos mais colocá-los em uma urna de votação e deixá-los até o fim de nossa paciência.