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Tag Archives: Código do Processo Penal

Por tolerância o Senado permitiu uma gota de álcool no sangue dos motoristas irresponsáveis que matam inocentes. Por tolerância nesta época milhares de estupradores, traficantes e assaltantes estão nas ruas.  Por tolerância os que roubam o dinheiro da saúde estão livres e nesse fim de ano não cansarão de brindar e desejar saúde aos seus.  Por tolerância os bandidos estão armados com fuzis, pistolas, granadas e metralhadoras.  Por tolerância as drogas invadiram os lares e estão destruindo as famílias. Por tolerância arriscamos nosso voto em desconhecidos por acharmos que ele é a nossa tábua de salvação. Por tolerância nós estamos nos deixando destruir a cada minuto. Por tolerância, perdemos a Flávia da Costa Silva, morta por uma bala perdida, e ela a partir de agora é mais um número, uma estatística, apenas isso. Os frutos de nossa tolerância estão amargos demais, até quando o suportaremos?

O bandido rouba, estupra e mata. A Polícia (às vezes) prende. O Advogado defende, o Promotor acusa.  O Juiz julga e baseado na Lei manda prender. O Advogado baseado na Lei obriga o Juiz a soltar o bandido. Por isso o Juiz, baseado na Lei deixa um estuprador e assassino à solta. Neste texto omiti o protagonista. Aquele que paga o salário do policial, do promotor e do Juiz.  Aquele que de quatro em quatro em anos vai às urnas e vota em deputados e senadores que são os (ir)responsáveis pela manutenção deste círculo vicioso. Omiti no texto a vítima. Mas você leitor nem notou, até que a vítima seja você ou um ente querido.  Nas próximas eleições pense nisso e leve seu voto a sério.  A quantidade de bandidos à solta é diretamente proporcional ao tamanho do bolso do legislador que você elegeu.

Reconhecido em todo o País e com 47 anos de atuação na área criminal, o advogado Ralph Tórtima Stettinger é um dos críticos do monitoramento eletrônico. “Isso tem um potencial agressivo muito grande e um nível de exposição colossal. É quase um estigma”, afirmou. “Por outro lado, não posso esconder minha preocupação, como a de todo cidadão, com o fato de, repetidamente, preso sair e não voltar ou praticar, nesse intervalo, crimes violentos e perversos”, disse Stettinger.  Reforça-se, portanto, a partir de afirmações como essas, o dito popular que nos ensina que de cabeça de Juiz, bolsa de mulher e bumbum de neném ninguém sabe o que vai sair.