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Tag Archives: poder judiciário

Juízes federais e trabalhistas preparam uma paralisação para os dias 7 e 8 de novembro, para dar visibilidade à sua insatisfação contra os próprios salários.  Apesar de receberem os mais altos vencimentos do funcionalismo público, quase R$ 22 mil em início de carreira, os juízes da União reclamam que os subsídios não acompanharam a inflação. Seriam eles os mesmos que obrigam os grevistas “normais” a voltar ao trabalho?

Ao Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal, César Peluso: De acordo com suas palavras, estampadas em todos os jornais “Só uma nação suicida ingressaria voluntariamente em um processo de degradação do Poder Judiciário”.  É preferível Senhor Presidente, sucumbir como um suicida do que assistir de braços cruzados as infâmias e descalabros que acontecem às escuras nos porões de uma instituição que deveria ser exemplo de inabalável e ilibada conduta.  Eu, Senhor Presidente, sou uma nação suicida.  E se o CNJ for amordaçado, eu não o serei, não há como, pois eu sou a nação, e contra mim suas investidas e palavras não têm efeito algum.  O Poder Judiciário já está em processo avançado de degradação, até mesmo para um néscio fica claro, após suas palavras, que no mínimo o Poder Judiciário precisa de mudanças urgentes em sua conduta.

O bandido rouba, estupra e mata. A Polícia (às vezes) prende. O Advogado defende, o Promotor acusa.  O Juiz julga e baseado na Lei manda prender. O Advogado baseado na Lei obriga o Juiz a soltar o bandido. Por isso o Juiz, baseado na Lei deixa um estuprador e assassino à solta. Neste texto omiti o protagonista. Aquele que paga o salário do policial, do promotor e do Juiz.  Aquele que de quatro em quatro em anos vai às urnas e vota em deputados e senadores que são os (ir)responsáveis pela manutenção deste círculo vicioso. Omiti no texto a vítima. Mas você leitor nem notou, até que a vítima seja você ou um ente querido.  Nas próximas eleições pense nisso e leve seu voto a sério.  A quantidade de bandidos à solta é diretamente proporcional ao tamanho do bolso do legislador que você elegeu.

Drª. Estefânia Viveiros (Presidente da OAB/DF), muito obrigado.  A postura, dignidade, honradez e lisura no tratar com a coisa pública que a Srª. tem demonstrado em suas atitudes me fizeram refletir e concluir de maneira decisiva de que nossa principal luta na realidade não é contra traficantes, seqüestradores e outros malfeitores desqualificados e sim contra os péssimos políticos que alguns de nós mantemos no poder por conta e risco de parcela da população, afinal, a culpa da proliferação do crime organizado, diga-se de passagem, mais organizado que nosso Poder Judiciário é fruto da total ineficácia e conivência dos políticos que se mantém em seus cargos em nome da Lei que eles mesmos manipulam para perpetuarem-se na política, ainda que estejam à margem desta Lei.