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Tag Archives: Senado Federal

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado rejeitou a proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos.  Eu rejeito para todos os efeitos e com veemência todos representantes políticos que tomaram esta decisão e também os que não lutaram para que ela não fosse tomada, em Outubro deste ano de 2014 aguardem o deferimento e validação deste meu veredicto que dar-se-á nas urnas eletrônicas, caso um black block ou um “de menor” não a furte, danifique ou a incendeie.

Por tolerância o Senado permitiu uma gota de álcool no sangue dos motoristas irresponsáveis que matam inocentes. Por tolerância nesta época milhares de estupradores, traficantes e assaltantes estão nas ruas.  Por tolerância os que roubam o dinheiro da saúde estão livres e nesse fim de ano não cansarão de brindar e desejar saúde aos seus.  Por tolerância os bandidos estão armados com fuzis, pistolas, granadas e metralhadoras.  Por tolerância as drogas invadiram os lares e estão destruindo as famílias. Por tolerância arriscamos nosso voto em desconhecidos por acharmos que ele é a nossa tábua de salvação. Por tolerância nós estamos nos deixando destruir a cada minuto. Por tolerância, perdemos a Flávia da Costa Silva, morta por uma bala perdida, e ela a partir de agora é mais um número, uma estatística, apenas isso. Os frutos de nossa tolerância estão amargos demais, até quando o suportaremos?

Reinaugurada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a exposição de painéis permanente da Casa, sobre a história política do País desde 1822 até os dias atuais, ressurgiu sem o painel que conta o impeachment do ex-presidente Fernando Collor (PTB). Sarney justificou a ausência dizendo que o fato foi “apenas um acidente” e “não é tão marcante”. De certo modo concordo com o Sarney, é fato irrelevante, não precisa ficar exposto em painéis ou em lugar nenhum.  Os fatos políticos vergonhosos e marcantes de pessoas como o Collor e do próprio Sarney já mancharam a nossa história de maneira que a exposição ou não em um painel em nada alterará a memória do povo.

O bandido rouba, estupra e mata. A Polícia (às vezes) prende. O Advogado defende, o Promotor acusa.  O Juiz julga e baseado na Lei manda prender. O Advogado baseado na Lei obriga o Juiz a soltar o bandido. Por isso o Juiz, baseado na Lei deixa um estuprador e assassino à solta. Neste texto omiti o protagonista. Aquele que paga o salário do policial, do promotor e do Juiz.  Aquele que de quatro em quatro em anos vai às urnas e vota em deputados e senadores que são os (ir)responsáveis pela manutenção deste círculo vicioso. Omiti no texto a vítima. Mas você leitor nem notou, até que a vítima seja você ou um ente querido.  Nas próximas eleições pense nisso e leve seu voto a sério.  A quantidade de bandidos à solta é diretamente proporcional ao tamanho do bolso do legislador que você elegeu.

“Não se pode proibir bebidas no estádio de futebol. No Carnaval só há bebida. No rodeio só há bebida. Em todo lugar no Brasil tem bebida, só no estádio que não”. Frase de Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, argumentando em audiência pública no Senado contra a proibição de bebidas alcoólicas em estádios de futebol.  Por isso é bom mantê-lo apenas como presidente do Corinthians e só.  Como presidente do Brasil, ele logo cuidaria de abrir um boteco na Praça dos 3 poderes e encheria de corinthianos tocando pagode.

Em razão do massacre de Realengo no Rio de Janeiro onde foram mortas 12 crianças, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu nesta sexta-feira a revogação do Estatuto do Desarmamento em vigor desde 2004.  Este Estatuto foi um dos maiores erros já cometidos em nome de uma pseudo-segurança pública, pois como resultado ele desarmou uma sociedade ordeira e manteve armados os bandidos.  O que se vê desde 2004 até os dias de hoje é uma população acuada pela bandidagem e os bandidos armados até os dentes em plena luz do dia atacando as pessoas com a certeza de que não haverá um revide à altura.  O que falta mesmo é um governante com “aquilo roxo” para enfiar uma tolerância zero pela garganta dos bandidos.

As conexões neurais do presidente do Senado José Sarney definitivamente devem estar seriamente avariadas. Assisti na televisão uma reportagem mostrando que todo o Senado Federal de nosso País está empenhado em resolver um problema que pode afetar milhões de brasileiros (segundo palavras de um Senador da República), um problema entre o Clube dos Treze e a Rede Globo de Televisão! Enquanto isso a bandidagem invade nossa casa com fuzil, submetralhadora ou pistola e mata pais de família, mulheres e adolescentes ao tempo em que centenas de projetos na área de segurança pública que poderiam beneficiar milhões de brasileiros trabalhadores, honestos e dignos esperam, esperam, esperam… Esta é a prova de que nós, brasileiros, não sabemos mesmo votar.

Quando eu penso que já vi tudo… O presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), anunciou nesta quinta-feira que pretende acabar com as horas extras de diretores da Casa. “Vou determinar que nós tenhamos uma vigilância muito grande em matéria de gastos. A primeira decisão é acabar com esse problema de diretores poderem ter horas extras. Todo funcionário que ocupar cargo de direção não tem direito a horas extras para evitar que ele seja o próprio árbitro da avaliação de que deve trabalhar”.  Se o presidente do Senado acha que isto é um problema, em minha opinião é mais uma maneira dentre muitas que não conhecemos e que eles usam para se locupletarem oficialmente.

Confraternização Universal; Sexta, sábado, segunda, terça e quarta de carnaval; Paixão de Cristo; Tiradentes; Dia do Trabalho; Corpus Christi; Independência do Brasil; Vossa Sra. Aparecida; Finados; Proclamação da República; Natal; Férias do Trabalhador; Feriados Estaduais; Feriados Municipais; Compensações, Greves, e…  Senado aprova projeto que dá 1 dia de licença ao trabalhador para cuidar se assuntos particulares.  E as más línguas dizem que o povo baiano é preguiçoso.  E o resto do Brasil?  Deitado em berço esplêndido!

Se o novo Código Processual Penal, aprovado pelo Senado permitir que um indivíduo que tenha cometido estupro, latrocínio, seqüestro, homicídio qualificado, tráfico de entorpecentes ou atos de pedofilia esteja nas ruas, rindo de nossa cara antes de concluir a pena que lhe foi atribuída pelo juiz, por favor, rasguem este amontoado de papéis e deixem como está.  Pior do que está não fica.